Reaprender a brincar

Reaprender a brincar

Reaprender a brincar

A COVID-19 tem sido sinónimo de crise sanitária à escala mundial. Os sucessivos  confinamentos/desconfinamentos e o clima de incerteza vivido a cada dia trouxe importantes desafios à sociedade e às famílias, com repercussões no comportamento e desenvolvimento infantil. Repercussões essas cuja dimensão ainda não é totalmente conhecida.

No que toca às crianças, o facto de se verem limitadas a passar grande parte do seu tempo em casa, não poderem brincar ao ar livre nem com os seus pares, teve um impacto bastante negativo no seu bem-estar e desenvolvimento. 

Agora, com o desconfinamento e a retoma das atividades, as crianças podem voltar novamente a brincar, com algumas limitações, necessitando assim de reaprender a brincar com regras que, à um ano atrás, não fariam qualquer sentido.
 
Carolina Marcelino, terapeuta ocupacional na Polidiagnóstico da Marinha Grande, defende que, tendo ficado demasiado tempo em casa, as crianças foram esquecendo atividades motoras “grossas” como correr, saltar, rebolar; mas também à quebra da evolução da motricidade fina, que envolve a utilização dos braços, mãos e dedos, necessária para usar talheres ou atar os sapatos, por exemplo. 
 
“Faltou brincadeira e aconteceu uma utilização excessiva dos ecrãs, quer para estudar quer para momentos de lazer” - expõe a especialista, lembrando que são o correr, o esconder e o saltar que nos ajudam a perceber uma situação, a antecipar perigos, a saber corresponder e a executar.
 
E tudo isso faltou sobretudo nesta segunda fase de confinamento, momento em que os pais perderam ânimo e motivação para fazer atividades com os mais novos, defende Carolina Marcelino.
 
Agora, recomenda a especialista, há que aproveitar ao máximo a reabertura dos parques infantis e das creches, porque as crianças precisam de socializar com os seus pares e de aprender com os exemplos de outros. Impõe-se o andar de bicicleta, o jogar à apanhada, também fazer caminhadas ou ir apanhar pinhocas com a família, sugere a terapeuta.
 
Artigo escrito com a colaboração da Dra. Carolina Marcelino | Terapeuta Ocupacional na Clínica Polidiagnóstico Marinha Grande
 
Marcações de consultas de Terapia Ocupacional:
Polidiagnóstico Marinha Grande- t: 244 504 200 | marinha@polidagnostico.pt
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