O vírus que infetou/afetou a infância.

O vírus que infetou/afetou a infância.

O vírus que infetou/afetou a infância.

Por Dra. Daniela Teixeira | Psicóloga na Clínica Polidiagnóstico Fátima

“Os efeitos indiretos da Covid-19 na criança e no adolescente podem ser maiores que o número de mortes causadas pelo vírus de forma direta.”

Teadros Adhanom GhebreYesus

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde


Ainda se está a aprender sobre este novo vírus, mas se são conhecidos os efeitos diretos clínicos do Corona Vírus na saúde física, não tão visíveis, são os efeitos indiretos deste vírus na saúde mental das crianças e adolescentes. Para os mais novos esta pandemia veio trazer prejuízo no ensino, na socialização, no desenvolvimento e no afastamento familiar. Ser criança é “beber em todas as fontes”, é ser sedento de aprendizagens constantes em todos os momentos e locais, sendo os avós, tios e amigos, importantíssimos para que esse processo de aprendizagem ocorra de forma natural.


Sabemos que se, por um lado, para lutar contra este vírus temos de manter as nossas crianças tão resguardadas quanto possível, pelo outro lado, pagamos caro ao comprometermos a sua capacidade de diálogo, a sua adaptação aos desafios e o seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social. As famílias têm de se readaptar a esta nova realidade.

Ninguém é forte todos os dias e os momentos emocionais difíceis da criança devem ser compreendidos e sobretudo respeitados.

Os medos, as preocupações, as alterações no padrão de sono, apetite e humor são esperados, não devendo ser ignorados nem desvalorizados, caso surjam. As crianças têm uma maneira muito própria de expressar as suas emoções, contudo tendem a seguir as pistas emocionais dos pais ou adultos que lhe são importantes. Neste sentido, a forma como os adultos respondem a esta situação faz toda a diferença. Adultos que lidam com este vírus de forma consciente e responsável, conseguem tranquilizar e dar às crianças e adolescentes espaço para responder de forma adequada às suas frustrações e angústias.

Atendendo que estamos todos a lutar contra o desconhecido e a aprender a gerir esta nova situação, devemos ser responsáveis e, ao sentir alguma insegurança, procurar ajuda de um profissional. Esta ajuda será fundamental para nós e para os nossos.

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