Comfort Foods

Comfort Foods

Fonte: INSA - Departamento de Alimentação e Nutrição

Este conceito norte-americano surgiu na década de 90, enquanto plano alternativo face à mecanização dos processos que envolviam a preparação e degustação dos alimentos.

Nos dias de hoje, a comida de conforto atribui à alimentação um papel que transcende o seu valor nutricional, assumindo a capacidade de despertar emoções e memórias afetivas ligadas a sabores, aromas, locais, acontecimentos sociais, experiências e pessoas que assumem um papel significativo. Esta realidade pode assumir uma importância relevante nesta fase atual de pandemia por vivermos tempos de afastamento físico e social geradores do tão caraterístico saudosismo português, principalmente das pessoas que constroem e acrescentam as nossas memórias com destaque para o palato.

É considerado um conceito personalizado de acordo com as experiências vividas por cada pessoa. Não obstante, é possível identificar alguns padrões de escolha de alimentos de conforto de acordo com essencialmente quatro categorias – “Comidas de Nostalgia; Comidas de Indulgência; Comidas de Conveniência; Comidas de Conforto Físico”.

A primeira, corresponde à associação de alimentos a um período ou lugar significativo na história pessoal, como por exemplo um prato típico de uma determinada região ou país.

Na categoria de Comidas de Indulgência, encontram-se alimentos capazes de despertar o prazer imediato que se sobrepõe ao valor nutricional dos mesmos, como é o caso de refeições fast-food.

As Comidas de Conveniência caracterizadas pela facilidade de adquirir e/ou preparar, garantem a mesma função emocional que os alimentos caseiros. As refeições pré-preparadas, são um dos exemplos.

No caso da categoria de Comidas de Conforto Físico, espera encontrar-se uma sensação de bem-estar, nomeadamente através de alimentos com muita gordura, açúcar ou ainda de grande quantidade de comida especialmente quente.

A capacidade de apreciação dos alimentos de conforto pode elevar o ato fisiológico de comer a um estado emocional benéfico e não apenas à saciedade da fome. No entanto, quando o processo se torna inconsciente e, o recurso à comida de conforto serve como um suporte psico-emocional para lidar com sentimentos, podem desencadear-se transtornos alimentares como por exemplo a compulsão, e o ganho desnecessário de peso. O INSA tem tido uma preocupação acrescida na promoção de uma consciência social sobre os significados e contributos da alimentação numa abordagem unificadora por forma a promover comportamentos alimentares mais conscientes e saudáveis.

 

Se precisar de apoio pode contar com o seu Nutricionista:
- Dr. Nuno Mendes - Polidiagnóstico Marinha Grande e Fátima;
- Dra. Alexandra Xavier - Polidiagnóstico Leiria;
- Dra. Diana Ferreira - Polidiagnóstico Leiria.

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